O professor mineiro Michel Nogueira, que participou do BBB 24, voltou a ser assunto nas redes sociais na última semana depois que um internauta sugeriu que ele estaria "na pior" por trabalhar como motorista de aplicativo. Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, o ex-brother rebateu a provocação e explicou que a atividade não é novidade em sua rotina, muito menos motivo de constrangimento.
Uma escolha planejada, não uma necessidade
Nogueira conta que já havia trabalhado como motorista antes mesmo de entrar no reality da Globo, transportando médicos pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais em atendimentos domiciliares. Ao sair do confinamento, em meio à rotina intensa de compromissos e viagens que costuma atropelar quem passa pelo programa, ele decidiu usar o carro conquistado no BBB para rodar por aplicativos. "A decisão foi planejada", afirma, destacando que a flexibilidade de horários permitiu conciliar a função com a produção de conteúdo, parcerias publicitárias e a graduação em Medicina Veterinária, que cursa atualmente.
A rotina, segundo ele, é corrida: estágio pela manhã, aplicativo à tarde e à noite, geralmente de terça a sábado, com ajustes conforme surgem publicidades e viagens. Ele também procura alinhar as folgas com as do namorado, Renato Cavalcante, para garantir tempo de convívio em meio à agenda apertada.
O peso da expectativa pós-reality
Para Nogueira, a repercussão negativa reflete uma expectativa comum sobre quem passa por um reality show: a de que a exposição na TV deveria se traduzir automaticamente em uma vida de celebridade permanente, só com viagens, eventos e publicidade. "A realidade não é assim para todo mundo, e está tudo bem", pondera. Ele reconhece que o BBB abriu portas que dificilmente surgiriam de outra forma, mas reforça que nunca encarou a fama como garantia de estabilidade financeira ou como profissão em si.
O ex-brother destaca ainda que o fenômeno vai além dos participantes de reality: as redes sociais, segundo ele, criaram um padrão de vida "instagramável" que faz muita gente sentir vergonha da própria rotina, mesmo sendo esta a realidade da maioria da população brasileira, marcada por trabalho, estudo e contas para pagar.
Conteúdo com propósito e portas abertas
Nogueira afirma que busca produzir conteúdo que tenha utilidade para quem o acompanha, explorando temas como cultura, viagens e, mais recentemente, curiosidades sobre o universo dos aplicativos de transporte, incluindo carros elétricos e autonomia de bateria. Para ele, a identificação do público vem justamente da simplicidade e da exposição de uma rotina real, distante do glamour muitas vezes associado a quem passou por um reality.
Disposição para um novo confinamento
Questionado sobre a possibilidade de participar de outro programa de confinamento, Nogueira não hesitou: disse estar pronto para repetir a experiência, citando o gosto pela competição e pelo universo dos realities. Ele lembra que o sonho de entrar no BBB era antigo - chegou a se inscrever por 11 anos seguidos antes de ser selecionado - e que, caso surja uma nova chance, entraria com a bagagem de quem já viveu o jogo e disposto a aproveitar cada momento.